Terça-feira, 29 de Maio de 2012

Era só isto... Simples.

E não só.

Não faço a mínima ideia do que se passa com a merda do layout aqui da tasca, mas penso nisso um dia destes.

Interrompemos a falta de programação com...

Os homens estão cada vez mais mulheres. E escolhem sempre ser as mais 'tadinhas, birrentas e enervantes.

Quarta-feira, 14 de Março de 2012

Se calhar, mas só se calhar... é isto.

"Having perfected our disguise, we spend our lives searching for someone we don't fool." - Robert Brault

Quinta-feira, 8 de Março de 2012

A crise, em tudo.

Escapuli-me para a sala. Tenho a certeza que me ouviste sair da cama, mas deixaste-te dormir. Ligo o computador, a tentar convencer-me que é mais uma noite daquelas e que mais vale tentar adiantar trabalho. Escapuli-me para a sala, porque dormir ao teu lado me pesava no peito. Não podes ser forreta no carinho e ter-me ali enroscada em ti. Quem disse que se colhe o que semeamos, era um grande mentiroso. E eu não aprendo.

Terça-feira, 3 de Janeiro de 2012

olá 2012... ah pois é, está tudo igual.

Portanto, o Natal e essas cenas foram bonitas como as pirâmides do Egipto. Encontrei uma casa de sonho que está mesmo barata, tenho de me ir prostituir na mesma. Já sei que não vai acontecer. Amanhã completo bintóito anos, estou muito velha para ter alcançado tão pouco. Não há muito a fazer por isso é cagar e andar. Pode ser que um dia destes ( e garanto que será nos próximos 6 meses ), o meu mundo dê uma volta das grandes. A ver se é a que tenho andado a trabalhar para. A ver se a meta não volta a fugir. Ou se não vou trabalhar para o Froiz ( hmmm... folhados! ). Sendo assim, GENTE que ainda pára nesta espelunca, bom ano para vocês. 

Sábado, 10 de Dezembro de 2011

Considerações sobre um encontro parolo-lésbico

Não nos embebedamos, mas também não foi preciso. Não te vestes à Sheila, com pele de báca e jibóia e texanas cor de rosa. Não falas à sócia e não és nada lontra. És uma mulher alta, que à minha beira me faz sentir só uma minorca roliça. Disse mais caralhadas do que tu, cheira-me. Confirma-se o à vontade ao vivo que já se tinha por aqui. Experiências semelhantes e maneiras de lidar quase iguais. Ninguém foi violado ou cortado às postas. Posso dizer, agora com conhecimento de causa, que continuo a ir com a tua cara. Sô dona, prazer em conhecê-la!

E nestas parvalheiras, não há muito a dizer a não ser que é algo a repetir ( aqueles detalhes sórdidos vou guardá-los, sim? ). Agora vá lá e parte-me o coração e diz que me odiaste! SNIF. Vou ter de ir ouvir o "Last Christmas" do George Michael e abanar-me qual jovem autista em crise.

Quarta-feira, 16 de Novembro de 2011

Não é de bom tom admitir certas coisas. Quem quiser atirar a primeira pedra, faça o favor.

Podia ser bem mais cabra do que sou, mas não consigo. Não sou o protótipo de mulher sensual, sofisticada e com aspirações a casamento e filhos. Nem quero ser. Não estou realmente apaixonada. Recebo muito menos do que dou. Não me apetece tomar uma decisão, mas sei que não me vou acomodar por muito mais tempo. Trabalhei imenso nestes últimos três anos. Perdi a força e tento manter-me à superfície. A ideia pré-concebida que tinha do que queria até aos trinta esfumou-se. Só vejo névoa. Estou dormente, em tantos aspectos. Tenho ataques de pânico e choro até ficar desolhada. Também tenho pêlos encravados. Dou por mim a pensar que era tudo tão mais fácil há uns anos, quando ainda não se estava escaldado. Quero mudar, adio para amanhã. Durmo pouco, invento tudo para me deitar mais tarde. Quero estar sozinha, só aparecem planos. Quero companhia, fica tudo um bocado deserto. Na verdade, do que me queixo é da falta daquela companhia que vem de dentro, que não se pode pedir... acontece. E não tem acontecido. Culpa minha, com certeza. Movo mundos e fundos por quem está à minha volta, na esperança de me distrair de mim. Dou, mas não me dou. E censuro os outros por serem sovinas. No entanto, já há muito tempo, não assistia a tamanho acto de egoísmo. Num lado tão básico de nós, em duas décadas e uns trocos, nunca me tinham presenteado com tal feito. Quando os projectos são nossos, a possível derrota é um golpe muito mais fundo. E já há uns tempos atrás, o que me ocupa o peito assemelha-se a um ralo de banheira. Entupido, enferrujado. Numa frequência discreta, só se apoquenta com merdas porque grandes aventuras e felicidades andam raras. Já estive mais longe de me mandar lá para fora e ir lavar pratos. Adoro os meus pais, vejo os anos a passarem e penso que não sei o que vou fazer sem eles. Devia arranjar mais tempo, ser mais dedicada. Percebo que, para infelicidade do meu ego, a minha mãe tem razão na maior parte daqueles assuntos que importam. E que engano tudo e todos, mas a ela não. No último ano, estourei dinheiro a tentar encher aquele buraco na alma. Aquele que sabe que isso não vai mudar nada, mas que se alimenta de ilusões. Errei, paguei por isso. Há dias que me olho ao espelho e a minha cara não faz sentido, um mero conjunto de feições que nem reconheço bem. Já noto umas rugas de expressão, prefiro pensar que são de todas as gargalhadas e não das lágrimas. Acredito no amor dos outros, entre os outros. Não acredito que isso venha até mim, não da maneira que me completa. Bem lá no fundo, torço para estar enganada. Não tem acontecido. Nunca o admiti a ninguém, mas tenho saudades dele. Muito poucas, mas tenho. Não é sequer a ideia, mas ninguém chegou sequer perto. E é assim que deve ser, porque esse caminho deixou de existir. Escombros e relíquias do que foi e que não devem ser encontrados. Só por mim que sei onde estão e mesmo assim, é para evitar. E isto nem faz grande sentido, nem sei como acabar isto. E para os ouvintes que possam estar preocupados com a falta de palavrões e sarcasmo por estes lados, escolho resumir-vos tudo nisto: não faço a mínima ideia do que ando a fazer com a minha vida, mas caguei um avião. Que é como quem diz, por agora, não consigo melhor.

Quinta-feira, 10 de Novembro de 2011

Não me venham com o cliché da Matinal, isso é um processo diário.

Não estarei longe da verdade quando digo que sei o que é gostar de alguém. Infelizmente, já há muito tempo, não sei o que é alguém gostar de mim. 

Quarta-feira, 2 de Novembro de 2011

As pessoas cansam-me.

No meu filme preferido, há uma cena em que as personagens falam de quando escreviam diários e como o tempo tinha passado e continuavam a ser os mesmos. As circunstâncias podiam ser diferentes mas a maneira de as ver e sentir, o núcleo emocional continuava praticamente igual. Não peguei em velhos cadernos, não lhes senti o cheiro nem as folhas ásperas. Mas na minha memória, há rabiscos, folhas arrancadas, outras manchadas, esquissos em cores quentes e berrantes, cartas sentidas e outras menos sinceras. Revejo os anos e a verdade é que também eu mudei pouco. Mais azeda e mais céptica, mas naquele cantinho bem escondido e quase inconsciente, está a mesma miúda a acreditar que as coisas deviam ser simples. Preto no branco, o cinzento deprime. A que acha que dar não é assim tão difícil e se pergunta por que é que receber é.  A montanha que vai a Maomé.  A que lê e nunca é lida. A mesma. Igual. 
Não sei como me mudar. Tem sido em vão, nem a experiência parece corroer-me esta maneira pateta de sentir. As pessoas esgotam-me.

Quinta-feira, 27 de Outubro de 2011

O romantismo foi com as putas, perdoem-me o francês.

"Ela acha que só a quero pinar. Claro que a quero pinar... mas quero acordar com ela também!"

Não é que a tentativa de verbalizar algo fofo não seja de louvar, mas por amor da santa.