Não conseguiria dizer melhor.
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sábado, 26 de novembro de 2011
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
O romantismo foi com as putas, perdoem-me o francês.
"Ela acha que só a quero pinar. Claro que a quero pinar... mas quero acordar com ela também!"
Não é que a tentativa de verbalizar algo fofo não seja de louvar, mas por amor da santa.
Não é que a tentativa de verbalizar algo fofo não seja de louvar, mas por amor da santa.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Cliché, sim. Verdade, também.
Já morri várias vezes. Partes de mim tiveram uma esperança de vida mais longa do que outras. Mas o esqueleto sempre se manteve, um osso partido aqui e acolá mas nunca sofreu amputações. Custa-me saber que outros me quiseram matar neles mas já tentei afogar outros tantos em mim. Raramente é totalmente eficaz. O tempo passa e percebo que as mortes mais dolorosas ( mais do que a minha e a dos outros ) são os planos, as ideias que se criam em nós com e para alguém. Mesmo que esse alguém já tenha mudado de esqueleto. Ficam, insistem mas vão perdendo força, falando cada vez mais baixo até sussurrarem muito de vez em quando.
Já não somos uma tabula rasa. Mas como eu gostava de voltar à inocência de ter tanta esperança nos outros.
quarta-feira, 23 de março de 2011
segunda-feira, 21 de março de 2011
Já dizia o mauzão do Die Hard 4, "you're a Timex watch in a digital age."
E é um forróbodó que vem ter comigo às boxes. Deus Pai já deve estar cansado de tanta dedicação da minha parte. Mas claramente anda a fazer ouvidos moucos às minhas preces de paz espiritual. E quando digo que, em sendo, que seja atum.... não é para me mandares perus, pá.
quinta-feira, 10 de março de 2011
Ó Nuno, vem a mim por favor... fala-me do que te apoquenta, dos teus sonhos e fantasias.
Mulher vítima de abuso sexual aos 92 anos
Aos 92 anos, uma mulher residente em Serzedo, Gaia, queixou-se de coacção sexual por parte de um vizinho. O homem de 76 anos(1), tê-la-á atacado por trás, enquanto a vítima sachava batatas(2). Agora, arrisca entre um e oito anos de prisão.
Pelas 17 horas de 28 de Abril do ano passado, a senhora estava tranquilamente a trabalhar no seu terreno, com enxada na mão(3). O seu vizinho, reformado e homem casado (4), avistou-a e despertou-se-lhe o impulso de manter relações sexuais com ela(5).
Mas foi violento. Aproximou-se pelas costas, sem que a vizinha se apercebesse e resolveu agarrá-la pela cintura. Arrastou-a cerca de dois metros e atirou-a ao chão, fazendo-a cair em cima de um silvado que ali existe.
Depois com a vizinha em cima das silvas e manietando-a à força com um dos braços, impedindo-a de resistir, levantou-lhe a saia, afastou-lhe as pernas (6) e , embora sem lhe despir as cuecas e sem se despir (7), desatou a efectuar movimentos sexuais, para a frente e para trás (8).
Durante o acto, chegou a deitar a mão à cara e ao pescoço da vítima, para esta não pedir ajuda. Aquando destes actos de violência, a placa dentária da vítima caiu e não mais foi encontrada(9).
Após consumar o acto, o presumível agressor saiu de cima da vizinha e foi para casa (10).
(...)
Nuno Miguel Maia, JN ( 6 de Março de 2011 )
(1) É só a mim que faz confusão que velhos de 76 anos andem aí a uivar e a querer comer vizinhas de 92?! Não que, se fosse de outra forma, fizesse qualquer sentido mas ainda faz menos.
(2) Errr... este pormenor é delicioso, a sério. O velho fica com tesão ao ver uma jovem de 92 anos a sachar batatas? Nem quero imaginar a loucura se a senhora estivesse a ordenhar uma vaca, ainda ficava sugestionado com a ideia de ménage.
(3) Podia ser um dildo, podia ser um guarda-chuva... mas pasmem-se, a senhora estava a sachar batatas com uma enxada.
(4) Pormenores que explicam muita coisa: devia andar revoltado por não ter trocos para o bagaço e pela mulher preferir dedicar-se às rendas de bilro.
(5) Pá... Maneira bonita de dizer a coisa.
(6) Tinha ideia que estava a ler o JN e não um romance pseudo delicó-badalhocó-erótico da Harlequin. Se calhar, comprei a Maria... ahhhhh não, é mesmo uma notícia do JN.
(7) Outro pormenor importante, a sério. É que o potencial do surreal desta história já é pouco, por isso... vamos lá descrever mais um bocado as preferências de um velho de 76 anos atesuado ao ver a sua vizinha a sachar batatas... muito mais kinky se for com roupa.
(8) Qual é a necessidade disto, pá? Ainda bem que foi para trás e para a frente. Mau era se fosse em diagonal ou para os lados!
(9) Só me ocorre fazer um comentário bem pior do que a ideia de partilhar esta informação, por isso vou abster-me. Mas dá para imaginar a linha de pensamento, certo?
(10) Estava à espera de um final mais feliz... irem os dois ao McDrive de mula.
Deve ser fodido ter de escrever sobre algumas coisas mas haja decência. Não há um editor de jeito nessa espelunca, pá? Que te dê um tabefe por descreveres uma história destas, de uma forma tão pormenorizada e com elementos que a tornam cómica? Anda tudo a comer merda ao pequeno almoço? Se me estás a ler, Nuno, manifesta-te. Quero conhecer-te, pôr uma fronha ao nome. É que eu não bato nada bem dos cornos e tenho uma mente suja, mas não sou jornalista nem tenho de saber comunicar decentemente ( só com grunhidos, mas não me pagam para isso ). Por amor da santa.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Desta vez, quero tudo e tudo o que eu quero não vai chegar.
A simplicidade de estar confortável. O saber mútuo. Um toque ao de leve, com a intensidade certa. Um peito onde deitar a cabeça, que me lembre que não fumo mas que me faça ter vontade. Um afago no cabelo e um beijo roubado, demorado. Um olhar a que queira fugir, mas não consiga. Que me dêem a volta, comigo a ver e a acenar em forma de aprovação. Um corpo onde me perder, que me fale aos sentidos e me faça esquecer que é dia lá fora e noite cá dentro. Degustar as possibilidades, como se fossem um bom vinho e não uma mistela de tasco. A capacidade de ser vulnerável, num desequilíbrio tão calmo como intenso sem pensar muito se vou sair mais ou menos amputada de alma. Palavras, boas ou más mas verdadeiras. Adormecer com o diafragma a rebentar ou cair na cama como uma miúda. Sim ou sopas. Olhar à volta e sentir que há alguém que me faça sentir um terço disto. Não há. E num dia como este, uma manta, esta música e esperar que o sarcasmo volte rapidamente e em força.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Não aconselhado a quem não tenha pachorra para confusão. Em grande escala. Mas tinha de cuspir qualquer coisa, ora porra.
Tentei convencer a minha sanidade mental a voltar mas quer o divórcio. Como diz o Miguel Esteves Cardoso, "se vir um sentimento, como-o". São coisas virulentas e já não tinha uma praga destas há algum tempo. Meti na cabeça que consigo fazer isto, que controlo relativamente bem as alhadas em que me meto. Não deixa de ser verdade. Sou uma valente besta e quando a vida me cruza com espécie semelhante, é tranquilo. Se fosse alguém minimamente normal, tinha azar porque sou marmanja para lixar logo tudo e fazer dela uma besta acabadinha de nascer, off to destroy the world.
É muito mais fácil não criar expectativas, mostrar logo o pior para não dar azo a reclamações. O jogo estava na mesa, agora não te queixes. Não há cá ficarmos vulneráveis, isso é coisa de parolos. Na teoria do bate boca, tudo óptimo. Na prática, o caldo entornou-se. Claro que a probabilidade é seres bom actor e achares que me estás a enrolar sem dar por ela. Não estás, ainda não decidi é cair na esparrela. A verdade é que prefiro pensar assim, que não serás grande espiga. Que és feio, porco e mau. É mais seguro e insisto em tentar não me lembrar de certos pormenores. Apanharam-me desprevenida e isso é meio caminho andado para dar merda. E pior é ter ficado com a impressão que te aconteceu o mesmo. Não ouve a piada fácil na viagem de regresso, nem sequer a troca de mensagens sarcásticas do costume. Silêncio. Não é natural o gato comer-nos a língua. Não se perde uma oportunidade para achincalhar.
Anda meio mundo a foder o outro meio, no sentido literal e figurado. Poucos quebram a corrente. Mas roubando o Manuel descaradamente ( hoje estou com sério ataque de cleptomania ), quero a mensagem ao acordar, a mensagem à hora do almoço, um "estou a pensar em ti" à hora do lanche e um convite para jantar, seguido de sexo escaldante não necessariamente lamechas. Quer dizer, nem sei se quero tanto mas quero parte e não admito isso em voz alta. Se calhar, amanhã já nem quero. Sou uma besta, perdi a espontaneidade deliciosa de me deixar ser vulnerável e amputaram-me o impulso sentimental. A carapaça está cá, o sufoco também. Se me transformei nisto, não posso esperar tréguas do outro lado. Tenho as palavras racionadas e a certeza que as nossas bocas serão um túmulo. Pelo menos, até se encontrarem outra vez.
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