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sexta-feira, 14 de março de 2014

"O mundo inteiro é muitas vezes muito pouco, para quem não está à procura de nada."

Os olhos com pestanas grandes e o sorriso que sempre me desarmou. A maneira como insistes em dar-me a mão. Como me olhas. Como te ris de toda a minha falta de jeito. Como me lês, sem sequer fazeres ideia que consegues. 

Queria tanto fazer-te feliz. 
Queria tanto não querer fugir. 

terça-feira, 26 de junho de 2012

Madre Teresa de Massarelos

Familiares que tiveram Alzheimer.
Amigos que não têm Alzheimer, mas fazia mais sentido se tivessem.
Vómito com sardinha.

Estas e outras razões que me levam a considerar fazer carreira a aturar crianças e velhotes.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Sussurro

Sabes que não posso continuar a mesma. No entanto, sinto uma culpa estranha ao pensar em mim primeiro. Desculpa não te dar palavras hoje. Não que as mereças, mas queria desejar-te boa sorte, saber-te com força. Mas não te posso dar a minha,  já é tão escassa. Desculpa-me o egoísmo, da mesma maneira que começo a desculpar-te o mesmo que tiveste para comigo.  

sábado, 2 de junho de 2012

Escuridão

Quero dizer-te que gosto de ti. Guardo-te com carinho, a saber que mais uma vez fui a que levou alguém a bom porto. Estás, agora, encaminhado. Deixamo-nos a mim só. Naturalmente. Gostava que a tristeza não fosse tão previsível, que não a sentisse chegar como senti. Talvez seja assim, sempre a que dá mais e que não consegue que a vejam para lá disso. A que se esquecem que também precisa de ser olhada com minúcia,  não há ninguém que seja uma ilha. 
Gosto de ti. Vou sentir-te a falta, mas talvez não tanto a que já sentia quando estavas ao meu lado. Acima de tudo, sinto-me a falta em mim. Sinto-me em falta comigo. Gosto de ti, mas gostar não é suficiente. Sempre soube, mas tentei até doer. Estou ausente em mim, em ti e em nós, mas sempre estive mais presente do que tu. E agora que decido enfrentar o que aí vem, sem armas em punho, sem um ombro onde deitar a cabeça todas as noites... Quero que saibas que gostei de ti. A nossa batalha já estava perdida. Sinto-te a falta, de tudo o que quis acreditar que seríamos e não fomos. Não tenho chão. Continuaria sem o ter, se ainda aqui estivesses. E esta noite, a solidão parece-me natural. Esperava-a há algum tempo, mas sabendo que já estava confortavelmente instalada. Estou só, sinto-te a falta e sinto-a a saber que ter-te comigo nada mudaria a minha condição. Que importa agora? Rendi-me a tudo o que está à minha volta. Estou só. Tão completamente só. 

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Isn't it enough?

Quando não se está bem, não se pode estar bem com os outros. Nunca fez tanto sentido para mim, como fez ontem à noite.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Adenda ao post anterior

Não ligo peva a leitura de mãos, nem acredito. Há uns tempos, nasceu-me um sinal na ( suposta ) linha da vida. Sempre brinquei e disse que devia ser um grande penedo e que ia lá bater com os cornos. Depois tinha de ir à volta, qual Josefa de catana em punho, a devastar a selva até conseguir voltar ao caminho traçado. Começo a achar incrivelmente adequado. Isto esperando que seja mesmo só um penedo e não uma muralha da china.

"A lady just walked by wiggling it... and we're not dead yet", já dizia o Bukowski.

Não posso dizer que os últimos dois anos tenham sido o que esperava. Algures em 2010, tinha alguém que achava que era para vida. Já não tenho. E usando mais uma citação, "não vai haver um novo amor tão capaz e tão maior". Não porque ache que depois disso, tenho de me dedicar a deus pai. Nem por isso. Mas sim, porque não se volta a gostar de alguém como da primeira vez: aquela leveza e inocência própria de quem ainda não está marcado por uma dose de realidade fodida. 
Algures em 2012, o projecto que criei do zero vai morrer. Todo o suor, o sacrifício e luta vão resumir-me a um puzzle desfeito. A um espaço vazio, onde depositei a minha esperança profissional e os meus sonhos. Não acontece só aos outros, bem sei. A crise vai derrubando cada vez mais ideias e negócios. Pensar nisso parece arrancar-me as entranhas. Olho para as paredes e lembro-me de as pintar, de passar dois dias a criar o que se iria tornar na imagem de marca do espaço, de andar de cu para o ar a encerar o chão e muito mais que nem vou mencionar. Esta derrota é mais funda porque é minha. Não trabalhei na horta do Zé Nando ( nada contra )... Eu fui ( ainda sou ) um Zé Nando que criou as suas próprias nabiças. Elas não singraram e depois de 4 anos... Vou ter de eutanasiar o meu sonho. Uma grande parte de mim vai ter de morrer e só eu é que posso acabar com tudo. 
Dizer que estou perdida é a mais pura verdade. Este era o ano em que tinha esperanças que tudo se alinhasse e juntamente com as "nabiças", pudesse arranjar um canto para mim. Portanto, 2012 - bintóito. Josefa - zero.  Não sei muito bem como raio é que dou a volta a isto. Mas dou por mim a olhar para o lado e ver casos bem piores. E foda-se, se não conseguir, também saí-me cá uma valente merda. Está um dia do catano e eu que nunca fui dada a deprimices, não vou começar agora. 

quarta-feira, 14 de março de 2012

Se calhar, mas só se calhar... é isto.

"Having perfected our disguise, we spend our lives searching for someone we don't fool." - Robert Brault

quinta-feira, 8 de março de 2012

A crise, em tudo.

Escapuli-me para a sala. Tenho a certeza que me ouviste sair da cama, mas deixaste-te dormir. Ligo o computador, a tentar convencer-me que é mais uma noite daquelas e que mais vale tentar adiantar trabalho. Escapuli-me para a sala, porque dormir ao teu lado me pesava no peito. Não podes ser forreta no carinho e ter-me ali enroscada em ti. Quem disse que se colhe o que semeamos, era um grande mentiroso. E eu não aprendo.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

olá 2012... ah pois é, está tudo igual.

Portanto, o Natal e essas cenas foram bonitas como as pirâmides do Egipto. Encontrei uma casa de sonho que está mesmo barata, tenho de me ir prostituir na mesma. Já sei que não vai acontecer. Amanhã completo bintóito anos, estou muito velha para ter alcançado tão pouco. Não há muito a fazer por isso é cagar e andar. Pode ser que um dia destes ( e garanto que será nos próximos 6 meses ), o meu mundo dê uma volta das grandes. A ver se é a que tenho andado a trabalhar para. A ver se a meta não volta a fugir. Ou se não vou trabalhar para o Froiz ( hmmm... folhados! ). Sendo assim, GENTE que ainda pára nesta espelunca, bom ano para vocês. 

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Não é de bom tom admitir certas coisas. Quem quiser atirar a primeira pedra, faça o favor.

Podia ser bem mais cabra do que sou, mas não consigo. Não sou o protótipo de mulher sensual, sofisticada e com aspirações a casamento e filhos. Nem quero ser. Não estou realmente apaixonada. Recebo muito menos do que dou. Não me apetece tomar uma decisão, mas sei que não me vou acomodar por muito mais tempo. Trabalhei imenso nestes últimos três anos. Perdi a força e tento manter-me à superfície. A ideia pré-concebida que tinha do que queria até aos trinta esfumou-se. Só vejo névoa. Estou dormente, em tantos aspectos. Tenho ataques de pânico e choro até ficar desolhada. Também tenho pêlos encravados. Dou por mim a pensar que era tudo tão mais fácil há uns anos, quando ainda não se estava escaldado. Quero mudar, adio para amanhã. Durmo pouco, invento tudo para me deitar mais tarde. Quero estar sozinha, só aparecem planos. Quero companhia, fica tudo um bocado deserto. Na verdade, do que me queixo é da falta daquela companhia que vem de dentro, que não se pode pedir... acontece. E não tem acontecido. Culpa minha, com certeza. Movo mundos e fundos por quem está à minha volta, na esperança de me distrair de mim. Dou, mas não me dou. E censuro os outros por serem sovinas. No entanto, já há muito tempo, não assistia a tamanho acto de egoísmo. Num lado tão básico de nós, em duas décadas e uns trocos, nunca me tinham presenteado com tal feito. Quando os projectos são nossos, a possível derrota é um golpe muito mais fundo. E já há uns tempos atrás, o que me ocupa o peito assemelha-se a um ralo de banheira. Entupido, enferrujado. Numa frequência discreta, só se apoquenta com merdas porque grandes aventuras e felicidades andam raras. Já estive mais longe de me mandar lá para fora e ir lavar pratos. Adoro os meus pais, vejo os anos a passarem e penso que não sei o que vou fazer sem eles. Devia arranjar mais tempo, ser mais dedicada. Percebo que, para infelicidade do meu ego, a minha mãe tem razão na maior parte daqueles assuntos que importam. E que engano tudo e todos, mas a ela não. No último ano, estourei dinheiro a tentar encher aquele buraco na alma. Aquele que sabe que isso não vai mudar nada, mas que se alimenta de ilusões. Errei, paguei por isso. Há dias que me olho ao espelho e a minha cara não faz sentido, um mero conjunto de feições que nem reconheço bem. Já noto umas rugas de expressão, prefiro pensar que são de todas as gargalhadas e não das lágrimas. Acredito no amor dos outros, entre os outros. Não acredito que isso venha até mim, não da maneira que me completa. Bem lá no fundo, torço para estar enganada. Não tem acontecido. Nunca o admiti a ninguém, mas tenho saudades dele. Muito poucas, mas tenho. Não é sequer a ideia, mas ninguém chegou sequer perto. E é assim que deve ser, porque esse caminho deixou de existir. Escombros e relíquias do que foi e que não devem ser encontrados. Só por mim que sei onde estão e mesmo assim, é para evitar. E isto nem faz grande sentido, nem sei como acabar isto. E para os ouvintes que possam estar preocupados com a falta de palavrões e sarcasmo por estes lados, escolho resumir-vos tudo nisto: não faço a mínima ideia do que ando a fazer com a minha vida, mas caguei um avião. Que é como quem diz, por agora, não consigo melhor.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Não me venham com o cliché da Matinal, isso é um processo diário.

Não estarei longe da verdade quando digo que sei o que é gostar de alguém. Infelizmente, já há muito tempo, não sei o que é alguém gostar de mim. 

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

As pessoas cansam-me.

No meu filme preferido, há uma cena em que as personagens falam de quando escreviam diários e como o tempo tinha passado e continuavam a ser os mesmos. As circunstâncias podiam ser diferentes mas a maneira de as ver e sentir, o núcleo emocional continuava praticamente igual. Não peguei em velhos cadernos, não lhes senti o cheiro nem as folhas ásperas. Mas na minha memória, há rabiscos, folhas arrancadas, outras manchadas, esquissos em cores quentes e berrantes, cartas sentidas e outras menos sinceras. Revejo os anos e a verdade é que também eu mudei pouco. Mais azeda e mais céptica, mas naquele cantinho bem escondido e quase inconsciente, está a mesma miúda a acreditar que as coisas deviam ser simples. Preto no branco, o cinzento deprime. A que acha que dar não é assim tão difícil e se pergunta por que é que receber é.  A montanha que vai a Maomé.  A que lê e nunca é lida. A mesma. Igual. 
Não sei como me mudar. Tem sido em vão, nem a experiência parece corroer-me esta maneira pateta de sentir. As pessoas esgotam-me.

sábado, 15 de outubro de 2011

Portanto, a felicidade... o extâse!

Profissionalmente, estou aqui estou a ter um mini esgotamento. Descobri que devo ter uma família de ciganos em arraial no meu rim esquerdo. Cólicas renais é mesmo da cena, oh yeah. E vamos lá acabar com o mito urbano que só porque se fala em cólicas, uma donzela se está a gasear como se não houvesse amanhã. Gente, nem há tempo para gases tamanhas as dores. Ah e aproveito também para esclarecer: 
Assim me despeço a esperar que não me fine brevemente e que as vossas vidinhas estejam mais animadas e tal!

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Hoje

Fiz perguntas quase sem parar, em conversa de circunstância. Tudo para disfarçar o olhar vazio, o mundo cinzento que me vai cá dentro. Porque se me calasse, ficava suspensa. Dormente. Não escondi nada, mas tinha de tentar só para não ver a minha tristeza e derrota espelhada em ti.