terça-feira, 12 de março de 2013

Estou aqui estou a fazer um balanço da minha existência e vou-me assustar.

Isto de se empacotar quase três décadas de vida é, no mínimo, um desafio. Entre deitar fora lixo esquecido, é levar com uma catrafada de memórias que não se está à espera. A juntar a isto, uma TPM do demo. A saber:
- Um caderno dos Bon Jovi, o qual usei como diário e nele documentei os meus primeiros calores de puberdade;
- Textos infinitos em como tentar engolir um grande desgosto amoroso, que agora só me parecem estranhos mas que me mostram que continuo a ser a mesma tipa ingénua e um grande cepo. Depois queixa-te que a história se repete, ca ganda palerma que me sai;
- Uma colecção de uns porcos de borracha, que existiam em várias profissões. Sendo que guardei um que era boxista, um marinheiro e um todo preto com uma marca de baton vermelho na nalga. Pergunto-me qual seria a profissão deste...
- Bijuteria digna de uma spice girl da Rua Escura - adolecência não voltes para trás!
- E memórias mais recentes que só me vieram apoquentar o trânsito ovárico, pelo que foram gentilmente triadas e enviadas para o real carvalho.

Pausa na emissão para comer um boi e retomamos assim que a digestão estiver feita.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Há merdas que me fazem uma espécie do catano...

E pessoas permissivas são uma delas. Que isto de se querer ser decente é muito bonito mas, a páginas tantas, já nos cagam na cabeça e ainda vamos oferecer o papel higiénico para limpar os fundos. É vê-las todas mirradas, sem perceber por que raio os outros não conseguem ter os mesmos valores. Arrastam-se na tentativa de resolver todos os problemas alheios, regateam umas migalhas de apreço e levam estaladas mentais de uma ingratidão gritante. 
E se há merda que me faz uma espécie do catano é olhar ao espelho e ver uma dessas pessoas. 

Olha já estamos em 2013 e eu ainda não tinha dito nenhuma barbaridade por estes lados

Muito mudou e para melhor. Sou gaja independente com ninho de solteirona em breve. Por outro lado, a vida amorosa continua a ser cena que não me assiste. E agora vou acabar as férias a tossir um pulmão e a beber shots de Bisoltussin. Sou mesmo bad ass, é o que é. Bem haja, gente!

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Feliz ano novo e coiso e tal.

Por razões que não interessam aqui, hoje entrei num lar. Entre poucas gargalhadas e olhares vazios, algo me chamou a atenção. Um casal com ar ausente, mas de mão dada. Dei comigo a pensar que são estas pequenas coisas que dão sentido aos dias. É isto, o ter uma mão que encaixe na nossa. No fim, é o que conta. Seja de um amigo, da família ou do amor da nossa vida. E andamos distraídos com todas as merdas nos entretantos. Um bom 2013, a contar que sejamos menos cepos. 

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Técnica infalível para cativar um homem*

Usar um decote, enquanto se corre a segurar um pão de ló. Segundo fontes próximas, em breve recebo um anel. E não é dos vibratórios.

*daqueles assim mais simples, rudes da cidade

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

domingo, 16 de dezembro de 2012

Costumo dizer que faz mais sentido se nos conseguirmos encontrar a meio da ponte. Percorremos distâncias iguais, com dúvidas se as tábuas aguentam connosco e toda a bagagem invisível que pesa nos ombros e no peito. Não é uma corrida. Um até pode ser mais lento, desde que os passos sejam seguros e com a certeza que quer ir ao encontro do outro. E que o que o move é a esperança vã de que o dar a mão a quem chega ou espera vá tornar esta ponte estável.
Não te vou buscar ao teu lado, nunca fui. Percorri a minha metade e fiquei à espera, várias vezes. Creio que da primeira vez, foste tu quem esperou por mim. Era prudente e tu mais impulsivo. Com o tempo, deitei parte da bagagem pelo precipício. Não valia a pena e algum dia tinha de ser. Com tudo o que me podia cansar ou desmotivar ( e era muito ), endireitei os ombros e o peito. Tentei ser nova, para ti e para mim. Só uns arranhões aqui e ali porque, afinal, vivi e tenho marcas de guerra. Agora, essa ponte desfaz-se a olhos vistos. Tantas vezes paralisaste de medo e avancei um pouco para lá do meu limite para te fazer sentir seguro, dar-te a mão. Tantas vezes, cambaleaste e voltaste para trás. Ainda chamei, fiquei parada a ver-te ir e, lentamente, também recuei. Tantas vezes, neste instante, ouvi o meu nome e os teus passos atabalhoados ( que isto das pontes são coisas sensíveis ) para chegar outra vez a mim. Tantas vezes me desequilibrei para dar a volta e ir ao encontro das tuas mãos outra vez. Tantas vezes. Vezes a mais.
Dou por mim, em terra firme, a cortar o que sobra desta ponte. É isto ou cair no precipício.

Touché.

"And if you couldn't be loved, the next best thing was to be let alone."

- L. M. Montgomery

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Aceitam-se donativos, cunhas em instituições psiquiátricas e medicação.

Será possível estar num estado em que me sinto tão raivosa que desfazia alguém? Em que só queria começar a correr sem ter rumo? Em que ia beber uns copos e cantar a plenos pulmões para não me conseguir ouvir a pensar? Em que dava tudo para ter aquele ombro onde me aninhar e ficar calada? Em que me apetece provar a tudo e todos que não me derrotam tão facilmente? 

Alguém pegou nos meus sentimentos e os atirou para dentro da Bimby. Esse alguém fui eu, ca burra de merda. 

domingo, 9 de dezembro de 2012

:)

A vida é um sítio fodido, de vez em quando. Não obstante, há boas surpresas e amizades improváveis para nos relembrar que não se pode perder a esperança na existência de seres humanos (a)normais de qualidade.
Obrigado, pá. 

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Se me pedisse um swiffer, achava mais normal.

Hoje uma colega de trabalho pediu-me emprestada a saia que estou a usar. Para quê? Para fazer parte de uma qualquer fatiota de criada badalhoca, no fim de semana com o namorado. Segundo ela, assim só lhe falta comprar um avental.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Simples

Apesar de nada fazer muito sentido agora , quero-te na minha vida. Simplesmente porque sei que tudo é melhor contigo a meu lado.


Era só isto que tinhas de dizer. No rocket science, asshole.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Madre Teresa de Massarelos

Familiares que tiveram Alzheimer.
Amigos que não têm Alzheimer, mas fazia mais sentido se tivessem.
Vómito com sardinha.

Estas e outras razões que me levam a considerar fazer carreira a aturar crianças e velhotes.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Algures entre o Douro e o Campo Alegre.

Arranquei para sul, a fugir para a costa. No carro, sente-se o abafo reconfortante e típico do verão. Os vidros vão abertos, o meu cabelo está cheio de nós e começo a fazer a onda com o braço fora da janela. A sentir o vento e a rir-me com a resistência, como fazia quando era miúda. Como sempre faço quando estou feliz com a viagem. Perco-me a olhar as rectas sem fim, o cheiro a esteva sempre me trouxe de volta o Alentejo. Sorrio e entre o barulho do vento, o Seu Jorge canta "E aí a gente vai passear. E aí a gente vai namorar. E depois... E depois...". Rumo a um bronzeado na cara que me faz parecer uma moçoila do campo, ao sal na pele e à pressa de não voltar a casa. 
Lá trás vai a mala, com os vestidos que parecem cortinados. Porra, esqueço-me sempre de comprar bongos. Sabem-me bem, lembram tempos felizes e despreocupados. Agrada-me este ir sem grandes planos. Neste momento, tudo é um não saber como vai ser. Não penso mais nisso. Logo conto assistir ao final do dia com os pés na areia, a olhar para o mar e dar comigo a pensar "o que raio vai ser o jantar?". Vou cair na cama e dormir como uma criança, estender-me à estrela do mar. Nunca fui muito feminina nas lides do sono, não vou começar agora.

Podia acabar de me rir à estúpida enquanto faço a onda com o braço fora da janela e ter-te ali com o sorriso tímido e os teus olhos azuis. Podia, finalmente, mostrar-te o cheiro a esteva. Podia tirar-te o sal da pele. Podia ouvir-te a gozar com os meus vestidos. Podia ir comprar bongos para nós. Podia cair estafada na cama, contigo ao meu lado. Podia, mas não acho que seja o melhor. Tudo é um não saber como vai ser e acho que, por agora, isso é exactamente o que preciso.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Sussurro

Sabes que não posso continuar a mesma. No entanto, sinto uma culpa estranha ao pensar em mim primeiro. Desculpa não te dar palavras hoje. Não que as mereças, mas queria desejar-te boa sorte, saber-te com força. Mas não te posso dar a minha,  já é tão escassa. Desculpa-me o egoísmo, da mesma maneira que começo a desculpar-te o mesmo que tiveste para comigo.