domingo, 28 de julho de 2013

quinta-feira, 14 de março de 2013

Pergunto-me

Quanto tempo passamos com medo de ficar sozinhos até perceber que, na realidade, já o estávamos há muito?

quarta-feira, 13 de março de 2013

"Se Deus te assinalou, algum defeito te achou"

E deve ter encontrado muitos, tamanha é a quantidade de sinais que me povoam o corpinho. Já ponderei em divertir-me com uma caneta a  uni-los, ver se formam uma girafa, um revirador de pestanas ou, quem sabe, um abacaxi. O chato é que depois tinha de me esfregar toda e era uma canseira. Mas isto para dizer que me vou prostituir à custa destas pintalguices. Vai de precisar de tirar um e é quase a renda da casa. "Ah e tal, é com anestesia e bisturi e uns pontos". Não brinco com coisas de saúde, mas gosto pouco de ser chulada. E ao excelentíssimo doutor desejo, em muito, ofertar-lhe pontos com um bisturi na ponta da gaita. 

terça-feira, 12 de março de 2013

Poupo-me no balanço da existência, mas faço o da tarde

Dois buracos generosos na parede.
Duas prateleiras do Ikea, que foram brindadas com nomes carinhosos de prostiputa para cima, cujos encaixes são perfeitos para escavacar a peida do designer Sveninjibnejv Bjusrgtr que os concebeu.

Estou aqui estou a fazer um balanço da minha existência e vou-me assustar.

Isto de se empacotar quase três décadas de vida é, no mínimo, um desafio. Entre deitar fora lixo esquecido, é levar com uma catrafada de memórias que não se está à espera. A juntar a isto, uma TPM do demo. A saber:
- Um caderno dos Bon Jovi, o qual usei como diário e nele documentei os meus primeiros calores de puberdade;
- Textos infinitos em como tentar engolir um grande desgosto amoroso, que agora só me parecem estranhos mas que me mostram que continuo a ser a mesma tipa ingénua e um grande cepo. Depois queixa-te que a história se repete, ca ganda palerma que me sai;
- Uma colecção de uns porcos de borracha, que existiam em várias profissões. Sendo que guardei um que era boxista, um marinheiro e um todo preto com uma marca de baton vermelho na nalga. Pergunto-me qual seria a profissão deste...
- Bijuteria digna de uma spice girl da Rua Escura - adolecência não voltes para trás!
- E memórias mais recentes que só me vieram apoquentar o trânsito ovárico, pelo que foram gentilmente triadas e enviadas para o real carvalho.

Pausa na emissão para comer um boi e retomamos assim que a digestão estiver feita.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Há merdas que me fazem uma espécie do catano...

E pessoas permissivas são uma delas. Que isto de se querer ser decente é muito bonito mas, a páginas tantas, já nos cagam na cabeça e ainda vamos oferecer o papel higiénico para limpar os fundos. É vê-las todas mirradas, sem perceber por que raio os outros não conseguem ter os mesmos valores. Arrastam-se na tentativa de resolver todos os problemas alheios, regateam umas migalhas de apreço e levam estaladas mentais de uma ingratidão gritante. 
E se há merda que me faz uma espécie do catano é olhar ao espelho e ver uma dessas pessoas. 

Olha já estamos em 2013 e eu ainda não tinha dito nenhuma barbaridade por estes lados

Muito mudou e para melhor. Sou gaja independente com ninho de solteirona em breve. Por outro lado, a vida amorosa continua a ser cena que não me assiste. E agora vou acabar as férias a tossir um pulmão e a beber shots de Bisoltussin. Sou mesmo bad ass, é o que é. Bem haja, gente!

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Feliz ano novo e coiso e tal.

Por razões que não interessam aqui, hoje entrei num lar. Entre poucas gargalhadas e olhares vazios, algo me chamou a atenção. Um casal com ar ausente, mas de mão dada. Dei comigo a pensar que são estas pequenas coisas que dão sentido aos dias. É isto, o ter uma mão que encaixe na nossa. No fim, é o que conta. Seja de um amigo, da família ou do amor da nossa vida. E andamos distraídos com todas as merdas nos entretantos. Um bom 2013, a contar que sejamos menos cepos. 

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Técnica infalível para cativar um homem*

Usar um decote, enquanto se corre a segurar um pão de ló. Segundo fontes próximas, em breve recebo um anel. E não é dos vibratórios.

*daqueles assim mais simples, rudes da cidade

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

domingo, 16 de dezembro de 2012

Costumo dizer que faz mais sentido se nos conseguirmos encontrar a meio da ponte. Percorremos distâncias iguais, com dúvidas se as tábuas aguentam connosco e toda a bagagem invisível que pesa nos ombros e no peito. Não é uma corrida. Um até pode ser mais lento, desde que os passos sejam seguros e com a certeza que quer ir ao encontro do outro. E que o que o move é a esperança vã de que o dar a mão a quem chega ou espera vá tornar esta ponte estável.
Não te vou buscar ao teu lado, nunca fui. Percorri a minha metade e fiquei à espera, várias vezes. Creio que da primeira vez, foste tu quem esperou por mim. Era prudente e tu mais impulsivo. Com o tempo, deitei parte da bagagem pelo precipício. Não valia a pena e algum dia tinha de ser. Com tudo o que me podia cansar ou desmotivar ( e era muito ), endireitei os ombros e o peito. Tentei ser nova, para ti e para mim. Só uns arranhões aqui e ali porque, afinal, vivi e tenho marcas de guerra. Agora, essa ponte desfaz-se a olhos vistos. Tantas vezes paralisaste de medo e avancei um pouco para lá do meu limite para te fazer sentir seguro, dar-te a mão. Tantas vezes, cambaleaste e voltaste para trás. Ainda chamei, fiquei parada a ver-te ir e, lentamente, também recuei. Tantas vezes, neste instante, ouvi o meu nome e os teus passos atabalhoados ( que isto das pontes são coisas sensíveis ) para chegar outra vez a mim. Tantas vezes me desequilibrei para dar a volta e ir ao encontro das tuas mãos outra vez. Tantas vezes. Vezes a mais.
Dou por mim, em terra firme, a cortar o que sobra desta ponte. É isto ou cair no precipício.

Touché.

"And if you couldn't be loved, the next best thing was to be let alone."

- L. M. Montgomery

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Aceitam-se donativos, cunhas em instituições psiquiátricas e medicação.

Será possível estar num estado em que me sinto tão raivosa que desfazia alguém? Em que só queria começar a correr sem ter rumo? Em que ia beber uns copos e cantar a plenos pulmões para não me conseguir ouvir a pensar? Em que dava tudo para ter aquele ombro onde me aninhar e ficar calada? Em que me apetece provar a tudo e todos que não me derrotam tão facilmente? 

Alguém pegou nos meus sentimentos e os atirou para dentro da Bimby. Esse alguém fui eu, ca burra de merda.